quinta-feira, 6 de março de 2014

Terceiro Fato: O cólera-morbus



A 05 de abril de 1862, declarou-se o cólera mórbus na  cidade do Ico, donde se propagou as vilas de Telha e Lavras etc, Essa doença perigosa de caráter epidêmico, apos ter feito algumas dezenas de vitimas em Telha, diminuiu a sua marcha desoladora em agosto do mesmo ano. Calculo-se, em toda a província do ceara, em 11 mil o numero de mortos pela cólera.
Ao responder a um oficio-circular do presidente da província  Dr. Antonio Marcelino Nunes Gonçalves, em janeiro de 1860, o vigário Drumond informava que os foros das terras da Santa Padroeira rendiam anualmente cem mil reis (100$000) e que tinha em caixa da freguesia a quantia de sessenta mil reis(60$000), dinheiro este recebido do tesouro provincial, para  guisamento da Matriz.
Faleceu o Pe. Antonio Luiz Vasconcelos de Drumond em 1868, tendo, por 23 anos, regido a paroquia da Telha.

O Segundo Fato: Ensanguentadas as eleições. em 8 de dezembro de 1860



Por ocasião duma eleição para eleitores, deu-se uma luta entre duas parcialidades da qual resultou a morte de 14 pessoas de ambas as facções politicas, inclusive a do delegado de policia, saindo ainda deste conflito mais de trinta outras pessoas gravemente feridas. Conforme o costume de então e informações de pessoas fidedignas, foram as eleições realizadas, dentro do recinto sagrado da Matriz. O tiroteio iniciado na Igreja se findou em plena rua. Em meio a tudo isso,  é de ficar-se a pensar quão grandes não foram os vexames por que passou o segundo vigário de Telha, vendo sua Matriz ensanguentada pelos seus paroquianos, em cima das disputas politicas. Graças a Deus se foram esses tempos. Há quem diga que eram candidatos a Intendentes os cidadãos Alexandre Cavalcante e Domingos Felix Teixeira. Alexandre matou seu adversário Domingos. Um filho deste, por nome cândido  Vingou logo no momento a morte de seu progenitor, com um tiro de bacamarte. Do Icó, às presas, veio o Dr Rufino de Alencar para medicar os feridos.
Neste tempo o presidente da Província era, o Bacharel Antonio Marcelino Nunes Gonçalves, depois visconde de São Luiz; o Chefe de Policia, o Dr, Antonio de Brito Sousa Gaioso. Apos a tragedia, por ordem do governo, como foi acontecer, foi aberto o rigoroso inquérito... "A Justiça do Ceara te persiga".

segunda-feira, 3 de março de 2014

Preço da mão de obra da construção da matriz da Telha

  

Foi orçada inicialmente a construção da Matriz da Telha em CR$ 1.780,00, havendo, durante a andamento dos serviços, uma ajuda custos e de gratificações de CR$ 1.080,00, perfazendo um total de CR$ 2.860,00. Essa era a importância que deveria ter sido despendida na construção de nossa matriz, conforme a escritura de contrato, passada a 22 de abril de 1853.



Igreja Matriz de Aracati

Igreja Matriz de São Bernardo
     
Igreja Matriz de Telha

                                                     
Igreja Sé Catedral de Sobral                                                                






  



Os vigários de Telha, Sobral, São Bernardo e Aracati, solicitavam, em 1853, ao presidente da província, meios pra continuação das obras encetadas de suas igrejas. Não dispondo a província de recursos para ocorrer às despesas de que reclamavam muito as igrejas, ia a presidência organizar, nas diferentes localidades, comissões para, invocando os sentimentos religiosos do povo, angariarem meios de reparar o seu templo. Em 1886 e que houve a sagração e conclusão da nossa atual Matriz, no paroquiato do vigário Mons. Francisco Rodrigues Monteiro.

O primeiro fato: Inicio da construção da Igreja Matriz , em abril de 1953





O nosso acerto é comprovado por um document de escritura de contrato, com data de 22 de abril de 1853, que, ainda hoje, se encontra no primeiro livro de notas da Vila Telha, em cartório local. O contrato abrange o seguinte: a comissão encarregada da construção; o empresario de obra; fontes de renda para a construção e preço da mão de obra.

Comissão encarregada:

Presidente: Pe. Antonio Luis Vasconcelos Drumond
Auxiliares: Major Bento Vilar de Carvalho
Capitão - Cândido Antonio Barreto
Capitão - Francisco Xavier das Chagas
Empresario da Obra: Antonio Rodrigues Viana

domingo, 2 de março de 2014

Padre Antonio Luis Vasconcelos de Drumond - 1845 a 1868



Em setembro de 1845, tomava posse da freguesia, como vigário colado de Iguatu, o Pe. Antonio Luis de Vasconcelos Drumond, nomeado por D. João da Purificação Margues Perdigão, que regeu a Diocese de Olinda Recife, por 30 anos. Em 1861, D Antonio Luis dos Santos, Primeiro Bispo de Ceara, o confirmou pároco de Iguatu, por ocasião de sua tomada de posse da Diocese do Ceara.
Três fatos de certa importância destacamos no governo paroquial do segundo vigário de Telha.


Padre Vicente José Pereira - 1832 a 1844





Com apenas seis meses de criada a paroquia, chegou-nos o primeiro pastor, provisionado vigário da Povoação da Telha pelo Sr. Bispo Diocesano de Olinda-Recife. Dele, nos restam poucos documentos. Um é a resposta a um oficio do presidente da província, Jose Martiniano de Alencar, que pedia informações  sobre a população da freguesia, em 1825. O então vigário do povoado de Telha, estimou o numero de habitantes em 4 mil e poucas pessoas. Neste mesmo documento, afirmava que era o primeiro vigário desta localidade.
Durante seu paroquiato, em 18 de setembro de 1832, ocorreu o assassinato dum amigo, o Tenente-Coronel Jose Cavalcante de Luna, juiz de paz da Talha, feito por ordem do sargento-mor, João Andre Teixeira Mendes, do Icó. Nestas eras de atraso e do trabuco, pode levantar o dedo quem não teve, nos sertões de ceara, bisavó e antepassados, cujos nomes podiam ter ficado inscritos no pé da forca.
Outro documento é um relatório particular, com data de 23 de outubro de 1836, dirigido ao Exmo. Sr.José Martiniano de Alencar, presidente da província, onde pedia garantias de vida. Tendo adquirido por compra um sitio, chamado "três Irmãos" na freguesia de São Mateus, estava impedido de tomar posse do mesmo, porque um famoso Jose Diniz preparava-lhe emboscadas para assassiná-lo. Neste documento, fala-nos finados Tenente Coronel  Jose Cavalcante de Luna, juiz de paz de telha e no Capitão Cosme de Araujo Frazão, um homem de bem, pacifico e dos mais afazendados do Quixelô. O Pe. Vicente Jose Pereira se encontrava aqui, desde os fins do ano de 1831, quando se deus a criação da paroquia de Santana