sábado, 1 de março de 2014

Vigarios (parocos) de Iguatu














Criada a Paroquia de Iguatu, veio a serie de párocos dessa importante fase


1º - Pe. Vicente José Pereira                                                                              1832 a 1844

2º - Pe. Antonio Luís Vasconcelos de Drumond                                                 1845 a 1868

3º - Pe. Agostinho Afonso Ferreira                                                                     1868 a 1873

4º - Pe. José Ferreira da Silva                                                                            1873 a 1877

5º - Pe. Agostinho Afonso Ferreira                                                                     1877 a 1879

6º - Pe. João Evangelista Batista Carneiro                                                           1879 a 1884

   7º - Pe. Joaquim Guedes Alcoforado                                                                1884 a 4 meses

8º - Mons. Francisco Rodrigues Monteiro                                                           1884 a 1889

9º - Pe. Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva                                                1889 a 2 meses

10º- Pe. Raimundo Hermes Monteiro                                                                  1889 a 1906

11º - Mons. José Coelho de Figueiredo Rocha                                                   1906 a 1941

12º - Pe. José Ferreira Lôbo                                                                             1941 a 1947

13º - Pe. Vicente Ferreira Feitosa                                                                       1947 a 1949

         14º - Pe. Francisco de Assis Couto, que vira a ser nosso inesquecível, Mons. Couto, primeiro                      vigário geral da diocese de Iguatu.                                                            1949 a 1962

15º - Pároco Colado - Pe. Antonio Batista Vieira                                               1962 a 1963

16º - Pe. Renato Revort                                                                                     1963 a 1965

17º - Pe. José Gonçalves Landim                                                                       1966 a 1979

18º - Pe. Afonso Queiroga da Silva                                                                    1979 a 1988

19º - Pe. Sebastião Sá de Lima                                                                           1988 a 1994

20º - Pe. Pedro Aquino Rolim                                                                              1994 a 1998

21º - Pe. José Leirton Alencar Sousa                                                                                           1998 a 2000

22º - Pe. Afonso Queiroga da Silva                                                                      2000 a 2006

23º - Pe. Lazaro Luzno Augusto Nogueira                                                           2006 a 2012

24º - Pe Carlos Roberto Alencar Costa                                                                   2012 atual


Com a ajuda de Eriton Araujo


Quarta Época: Matriz da Telha, Hoje Matriz de Iguatu




Com a elevação a categoria de Matriz, uma nova ordem, um surto de progresso sobrevêm para a Povoação da Telha. E a sua independência jurídica e eclesiástica. A freguesia da Telha, tendo pro Orago Senhora Sant'Ana, desmembrada da de São Mateus, foi criada a 11 de outubro de 1881, por decreto providencial. E em 1914, por ocasião do decreto de ereção da criação da Diocese de Crato, a paroquia de Iguatu foi reafirmada, desmembrando-se da Diocese de Fortaleza e passando a mesma a pertencer à Jurisdição do Bispado de Crato
Com o andamento dos anos o antigo templo, construído por mãos indígenas foi recebendo aos pouco, melhoramento. Os seu primeiros vigários, em vista das grandes dificuldades de ordem financeira, motivados, ora pelas secas e doenças epidêmicas, de vez em quando, ora pleas lutas e disputas politicas acirradas, não poderão fazer grandes melhoramentos na Matriz.
O termo Iguatu surgiu nos documentos eclesiásticos a partir de 1883. Esse vocabulário, de origem indígena, significa água boa ou rio bom,. Foi uma lei providencial de 20 de Outubro de 1883 que fez a mudança de Telha para Iguatu.


Construída a Capela da Telha no Intemédio dos anos de 1746 - 1765

Na falta de documentos que fixem a data certa, mais uma vez somos obrigados a recorrer a  fontes paralelas, Jogando com fatos e datas conhecidos para estabelecer, aproximadamente, o tempo de edificação do nosso primeiro templo religioso. E isto deve ter-se dado entre os anos de 1746.
O ano de 1746 é o nosso ponto de partida. num documento de 1746, mês de julho, fala-se de Iguatu, com o Missão da Telha. Ora, conforme o costume do tempo, a primeira preocupação que se tinha em mente, ao se estabelecer uma Missão de Índios, era logo de se providenciar a construção duma capela para assim facilitar aos missionários os seus trabalhos apostólicos de catequizar, doutrinar e civilizar os gentios.
O ano de 1765 é o ponto final. Nesta época, na Capitania do Ceará, já havia 11 vilas, 20 freguesias, 41 capelas e 972 fazendas de criar. E, por esta razão, somos naturalmente levados a dizer e a crer que a Capela da Telha já estivesse incluída no numero destas 41 capelas existentes em terras cearenses.
Uma,por que foi, a 08 de dezembro de 1755, criada a paróquia de São Mateus, donde, a nossa capela, foi, ha 11 de outubro de 1831, desmembrada. Outra, porque mais da metade das fazendas de criar ficava semeada na bacia do Vale do Jaguaribe que,da foz às suas nascentes, era a região mais povoada da capitania. Ademais, Senhores Bispos de Olinda eram sempre solícitos, em prover o bem espiritual dessas gentes, isto e, os colonos, os índios e os escravos. Alem disto, confirma o nosso ponto de vista o fato de ter sido vigário missionário da missão da Telha, o Pe. Manuel Felix da Costa, durante 13 anos, do ano de 1756 a 1769.
Diante dessas razoes alegadas, queremos acreditar que não estarmos errando ao firmar que a construção de nossa capela foi de 1746 a 1765. Si, porem, há, entre os leitores amigos, algum que saiba da data exata bondade nos advertir, pois, em busca da verdade, andamos nós.
E Iguatu, como capela da Telha, ficou na dependência eclesiástica de São Mateus (Jucás), por mais de meio seculo.


amigos leitores nesta publicação fui ajudado por meu primo Francisco Ícaro de Oliveira Leite

Terceira Época: Capela da Telha



A construção da Capela da Telha se fez com o trabalho do índio Quixelô, sob a orientação dum padre missionário. Esse missionário podia ter sido um padre secular ou regular. E isto se explica em virtude de, desde 1681 até 1861, a Junta das Missões de Pernambuco enviar para o Ceara - então Vigário Forâneo do Bispado de Olinda - sacerdotes tanto seculares, como regulares.  Um padre jesuíta, dizem uns. Um padre carmelita afirmam outros.
A versão, porem, mais viável e provável é a do padre carmelita, pois foram os carmelitas que missionaram os índios Jucás, entre os anos de 1690 e 1700. Neste tempo, São Mateus era uma missão notável e já, em 1700, era arraial.
Em 1719, um padre carmelita continuou a obra de aldeamento dos Índios Quixelôs, já iniciada em 1707, pelo Pe. João de Matos Serra, o Vigário e Prefeito das Missões no Ceara. E os Quixelôs, uma vez pacificados e catequizados, permaneceram aldeados por longos anos, ate a formação do Povoado da Telha.
Uma grande circunstancia particular da época, nos vem coadjuvar a versão de ter sido um padre carmelita o missionário do Sitio Telha: A esposa do Comissario Geral Feitosa, Chamada D. Antônia de Oliveira Leite, tinha dos irmãos padres. Um era o vice-vigário do Recife. O outro, era i vigário de Goiana. Para esta cidade, ate 1750, se convergiam anualmente, as boiadas e cavalhadas dos fazendeiros do vale do Jaguaribe para serem vendidos, nas suas famosas feiras anuais. Havia um intenso intercambio de comunicações comerciais e familiares. Nesta cidade pernambucana, residiam os padres Carmelitas, de quem eram amigos os irmãos Feitosa, Lourenço e Francisco. Por interesses de ordem particular, os Feitosa gostavam mais dos Carmelitas do que de Jesuítas. E Iguatu e Jucás estavam situados nas circunvizinhanças dos seus domínios territoriais.
Os criadores colonos naos gostavam dos Jesuítas.
a) Porque protegiam os indígenas contra a escravidão e outros serviços desumanos, impostos pelos colonos, que muitas vezes, preavam os nativos nas suas aproprias aldeias.

b) Porque estavam sujeitos, por lei regia, a pagarem uma taxa lançada sobre os seus bens para o sustento do Hospital do Aquiraz. A cada passo, os criadores buscavam motivos e ocasiões para se eximirem do pagamento desse tributo imposto.
Nestes termos, o ouvidor Antonio Loureiro de Medeiros e Totalidade dos criadores de então andavam aliados aos missionários de outras ordens, antagonistas dos Jesuítas, para embaraçar a instalação do Hospício do Aquiraz em 1722.

Um Parêntese

Pedimos a vênia, leitor amigo, para abrir um parentese, porque mister se faz.
Causas do desaparecimento dos Índios Quixelôs e Jucás dos icós e Calabaças, dos Cariús e Inhamuns.


Primeira causa:  A colonização e civilização do nativo. Uma vez mansos e domésticos, iam os silvícolas se misturando com os colonos e mamelucos, formando ambos, novas famílias. A absorção do aborígene pelos colonos.Em abril de 1755, o governo português, no intuito de prover ao incremento do Brasil, declarou, em alvará, que não produzi infância o casamento com índios e ao contrario, seria isto motivo de consideração para cargos públicos.

Segunda causa:  As lutas continuas entre diversas tribos da região, que viviam, sempre de hostilidade em hostilidade. Em 1700, Diz João Brígido, os índios Jucás fizeram uma grande matança nos índios Quixelôs, no arraial de São Mateus.
Alem disto, colonos portugueses viviam, em eternas disputas, à mão armada, por amor de terras que se distribuíam nas margens e afluentes do Jaguaribe. Os índios e os mamelucos eram empregados com seus soldados, parecendo às centenas nos combates travados. Destas lutas,a mais cruenta que , por muitos anos, ensanguentou o sul do Ceara, foi a dos Montes e Feitosas. Em 1719, dois colonos, nestes longincuos sertões, já se avultavam em poderio e riguesas um era o capitão-mor, Geraldo Do Monte, que residia mo Boqueirão do Orós. O outro era o comissario Geral Lourenço Alves Feitosa, que residia nas cabeceiras do Rio Jaguaribe, entre os índios Inhamuns e Jucás em Cococi. Datas de terras, limites e posses formavam o ponto de discórdias e lutas sanguinárias entre essas duas famílias potentes. Os índios Quixelôs e Icós eram soldados dos Montes. As tropas de combate dos Feitosas se compunham dos índios Inhamuns e Jucás. Nestes tempos, dominava a vontade do mais forte, rico e afamiliado. A lei e o dever eram ignorados.

Terceira Causa:  Expulsões e assassinatos dos índios, levados a efeito pelos colonos. Os silvícolas não tinham a menor noção de propriedade. Donde colonos,à mão armada, entre  branco e o índio. Era constante da época fazer caça ao índio vago, isto e, não aldeado. Bem famosas ficaram na historia, as correrias oficiais dos coronéis  João de Barros Braga e Bento da Silva e Oliveira, expulsando, afugentando, massacrando e exterminando os donos primitivos do solo Jaguaribano.

Quarta Causa: As secas de vez em quando, donde o êxodo do indígena em busca de sua própria substancia noutras paragens. Por ocasião da seca de 1692, os índios Icos e Cariús atacaram as fazendas de gado, no alto Jaguaribe, matando colonos e sendo mortos. O gado, para o índio, fazia parte, também, de sua caça, não se conformando com este direito de propriedade do colono.

Quinta Causa:  As doenças importadas pelo branco colonizador. A varíola, a bexiga, doenças desconhecidas entre aborígenes, levaram ate a cova, milhares de nativos.
Os primitivos habitantes dessa vasta zona jaguaribana, desconfiados por índole, refratários à civilização, perseguidos pelos colonos acossados pelas secas e doenças epidêmicas, divididos em tribos que se hostilizavam, pereceram muitos e outros se internaram de sertão a dentro,buscando o seu suspirado sossego.


Eis portanto, em numero de cinco, as principais causas dos desaparecimento do elemento indígena destas nossas terras jaguaribanas. E nestas alturas, fachamos os parenteses


6º Em 1753, na Ribeira dos icos, no rio Salgado.


Datas e Sesmarias do Pe. João de São José Prior do Convento de Nossa Senhora do Carmo, da reforma da cidade da Paraíba, duma sorte de terras de duas léguas de comprimento por uma de largura, na ribeira dos Icós, no Jaguaribe-Mirim, hoje Salgado, concedida pelo capitão-mor do Ceara, Luiz Quaresma Dourado, em 08 de dezembro de 1753.
Ao dar os nomes de sacerdotes, donos de datas e sesmarias no Jaguaribe e seus afluentes, quisermos apenas citar os que possuíam terras, nas proximidades das terras dos Índios Quixelôs,para reforçar o nosso ponto de vista: os padres carmelitas foram os Missionários do Sitio Telha, e não os Padres Jesuítas, como afirmam alguns.
Sacerdotes, donos de sortes de terras concedidas por quem de direito, havia muitos, no tempo do Ceara-Colonia, espalhados pelo seu vasto território.Verificará isto quem se der ao trabalho de compulsar os Quatorze Volumes de Datas e Sesmarias do Estado.


5º Em 1717, na Ribeira dos Icos, Canto

Ruinas da Capela do Sitio Canto

Datas e Sesmarias do Pe. Cura da Ribeira dos Icos, Domingos Dias da Silveira, de uma sorte de terras, de três léguas de comprimento por uma de largura, no riacho do Mota, concedida pelo capitão-mor do Ceara, manuel Fonseca Jaime, em 1º de março de 1717.
Nos limites dessa data, temos a fazenda da serra, hoje Alencar ( Distrito de Iguatu), e o riacho da Mota. Parece-nos tratar-se do Sitio Canto