quinta-feira, 6 de março de 2014

O Segundo Fato: Ensanguentadas as eleições. em 8 de dezembro de 1860



Por ocasião duma eleição para eleitores, deu-se uma luta entre duas parcialidades da qual resultou a morte de 14 pessoas de ambas as facções politicas, inclusive a do delegado de policia, saindo ainda deste conflito mais de trinta outras pessoas gravemente feridas. Conforme o costume de então e informações de pessoas fidedignas, foram as eleições realizadas, dentro do recinto sagrado da Matriz. O tiroteio iniciado na Igreja se findou em plena rua. Em meio a tudo isso,  é de ficar-se a pensar quão grandes não foram os vexames por que passou o segundo vigário de Telha, vendo sua Matriz ensanguentada pelos seus paroquianos, em cima das disputas politicas. Graças a Deus se foram esses tempos. Há quem diga que eram candidatos a Intendentes os cidadãos Alexandre Cavalcante e Domingos Felix Teixeira. Alexandre matou seu adversário Domingos. Um filho deste, por nome cândido  Vingou logo no momento a morte de seu progenitor, com um tiro de bacamarte. Do Icó, às presas, veio o Dr Rufino de Alencar para medicar os feridos.
Neste tempo o presidente da Província era, o Bacharel Antonio Marcelino Nunes Gonçalves, depois visconde de São Luiz; o Chefe de Policia, o Dr, Antonio de Brito Sousa Gaioso. Apos a tragedia, por ordem do governo, como foi acontecer, foi aberto o rigoroso inquérito... "A Justiça do Ceara te persiga".

segunda-feira, 3 de março de 2014

Preço da mão de obra da construção da matriz da Telha

  

Foi orçada inicialmente a construção da Matriz da Telha em CR$ 1.780,00, havendo, durante a andamento dos serviços, uma ajuda custos e de gratificações de CR$ 1.080,00, perfazendo um total de CR$ 2.860,00. Essa era a importância que deveria ter sido despendida na construção de nossa matriz, conforme a escritura de contrato, passada a 22 de abril de 1853.



Igreja Matriz de Aracati

Igreja Matriz de São Bernardo
     
Igreja Matriz de Telha

                                                     
Igreja Sé Catedral de Sobral                                                                






  



Os vigários de Telha, Sobral, São Bernardo e Aracati, solicitavam, em 1853, ao presidente da província, meios pra continuação das obras encetadas de suas igrejas. Não dispondo a província de recursos para ocorrer às despesas de que reclamavam muito as igrejas, ia a presidência organizar, nas diferentes localidades, comissões para, invocando os sentimentos religiosos do povo, angariarem meios de reparar o seu templo. Em 1886 e que houve a sagração e conclusão da nossa atual Matriz, no paroquiato do vigário Mons. Francisco Rodrigues Monteiro.

O primeiro fato: Inicio da construção da Igreja Matriz , em abril de 1953





O nosso acerto é comprovado por um document de escritura de contrato, com data de 22 de abril de 1853, que, ainda hoje, se encontra no primeiro livro de notas da Vila Telha, em cartório local. O contrato abrange o seguinte: a comissão encarregada da construção; o empresario de obra; fontes de renda para a construção e preço da mão de obra.

Comissão encarregada:

Presidente: Pe. Antonio Luis Vasconcelos Drumond
Auxiliares: Major Bento Vilar de Carvalho
Capitão - Cândido Antonio Barreto
Capitão - Francisco Xavier das Chagas
Empresario da Obra: Antonio Rodrigues Viana

domingo, 2 de março de 2014

Padre Antonio Luis Vasconcelos de Drumond - 1845 a 1868



Em setembro de 1845, tomava posse da freguesia, como vigário colado de Iguatu, o Pe. Antonio Luis de Vasconcelos Drumond, nomeado por D. João da Purificação Margues Perdigão, que regeu a Diocese de Olinda Recife, por 30 anos. Em 1861, D Antonio Luis dos Santos, Primeiro Bispo de Ceara, o confirmou pároco de Iguatu, por ocasião de sua tomada de posse da Diocese do Ceara.
Três fatos de certa importância destacamos no governo paroquial do segundo vigário de Telha.


Padre Vicente José Pereira - 1832 a 1844





Com apenas seis meses de criada a paroquia, chegou-nos o primeiro pastor, provisionado vigário da Povoação da Telha pelo Sr. Bispo Diocesano de Olinda-Recife. Dele, nos restam poucos documentos. Um é a resposta a um oficio do presidente da província, Jose Martiniano de Alencar, que pedia informações  sobre a população da freguesia, em 1825. O então vigário do povoado de Telha, estimou o numero de habitantes em 4 mil e poucas pessoas. Neste mesmo documento, afirmava que era o primeiro vigário desta localidade.
Durante seu paroquiato, em 18 de setembro de 1832, ocorreu o assassinato dum amigo, o Tenente-Coronel Jose Cavalcante de Luna, juiz de paz da Talha, feito por ordem do sargento-mor, João Andre Teixeira Mendes, do Icó. Nestas eras de atraso e do trabuco, pode levantar o dedo quem não teve, nos sertões de ceara, bisavó e antepassados, cujos nomes podiam ter ficado inscritos no pé da forca.
Outro documento é um relatório particular, com data de 23 de outubro de 1836, dirigido ao Exmo. Sr.José Martiniano de Alencar, presidente da província, onde pedia garantias de vida. Tendo adquirido por compra um sitio, chamado "três Irmãos" na freguesia de São Mateus, estava impedido de tomar posse do mesmo, porque um famoso Jose Diniz preparava-lhe emboscadas para assassiná-lo. Neste documento, fala-nos finados Tenente Coronel  Jose Cavalcante de Luna, juiz de paz de telha e no Capitão Cosme de Araujo Frazão, um homem de bem, pacifico e dos mais afazendados do Quixelô. O Pe. Vicente Jose Pereira se encontrava aqui, desde os fins do ano de 1831, quando se deus a criação da paroquia de Santana

Paroquiato de alguns Vigários de Iguatu


Vigários Coadjutores (vigários paroquiais) Iguatu



















Segundo Mons. Assis Couto, consta do elenco desses religiosos os seguintes.


1º - Pe. Francisco Coriolano de Carvalho - 1863

2º - Pe. Agostinho Afonso Ferreira - 1866 a 1868

3º - Pe. manuel Sampaio - 1870 a 1871

4º - Pe. Tomé Alves Cabral - 1871 a 1974

5º - Pe. Antonio Batista Vieira - 1874 a 1875

6° - Pe. Joaquim Machado da Silva - 1884

7º - Joaquim Guedes Alcoforado - 1884

8º - Pe. Irineu Pinheiro Bezerra de Meneses - 1884 a 1886

9º - Pe. Agostinho Afonso Ferreira - 1886 a 1890

10º - Mons. José Coelho de Figueiredo Rocha - 1904 a 1906

11º - Pe. Francisco Leopoldo Fernandes Pinheiro - 1910 a 1911

12º - Pe. Raimundo Monteiro Dias - 1912

13º - Pe. Francisco de Assis Castro - 1913

14º - Pe. Agamenon de Matos Coelho - 1937

15° - Pe. Januário Ribeiro Campos - 1937 a 1940

16º - Pe. Aluízio Rocha Barreto - 1941 a 1945

17º - Pe. Silvino Moraes - 1946

18º - Pe. Jesu Flor - 1946 a 1947

19º - Pe. Francisco de Assis Couto - 1947 a 1949

20º - Pe. Ágio Augusto Moreira - 1949

21º - Pe. João Linhares de Lima - 1950 a 1951

22º - Pe. Francisco Luna Tavares - 1951 a 1952

23º - Pe. Newton Holanda Gurgel - 1951 a 1953

24º - Pe. Antonio Batista Vieira - 1954 a 1956

25º - Pe. José Gonçalves Landim - 1956 a 1966

26º - Pe. Afonso Queiroga da Silva - 1966 a 1979

27º - Pe. Cicero Gonçalves de Lemos - 2012

28º - Pe. Antonio Fernandes do Nascimento - 2012 a 2013

29º - Diac. Aleciano Manoel Alves - atual

De acordo com os assentamentos nos Livros de Tombo da paroquia, que se encontram nesta curia diocesana de Iguatu, foram ate o presente, vigários paroquiais de Iguatu e seus coadjutores, os sacerdotes supra mencionados, O Pe. Antonio Vieira Batista, não teve provisão de vigário paroquial, mas sob sua própria responsabilidade, durante dois anos, estiveram os trabalhos sociais da freguesia. Nesta ocupação, acolheu a provisão do Sr. Bispo Diocesano de Crato, D. Francisco de Assis Pires para vigário colado da paroquia Nossa Senhora da Expectação de Ico, em abril de 1956.